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Estratégia

Ano eleitoral: por que o escritório que pausa o marketing paga a conta em outubro

31 de agosto de 2026 · 7 min de leitura

De 16 de agosto a 4 de outubro, a atenção do país tem dono. O que o escritório decide fazer nessas semanas define o trimestre seguinte.

Existe uma frase que a 5LAW ouve todo ano eleitoral, sempre no mesmo tom de quem está sendo prudente: “vamos segurar o marketing até a eleição passar”. A intenção é boa. A conta, no entanto, não chega em outubro por acaso: ela chega porque a decisão de esperar foi tomada em agosto.

Este texto é sobre o que o escritório de advocacia ganha ao fazer o contrário.

O calendário que ninguém no escritório escolheu

As Eleições 2026 têm data marcada e o cronograma é público. Pela Resolução TSE nº 23.760/2026, a propaganda eleitoral nas ruas e na internet está liberada desde 16 de agosto. O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV do primeiro turno vai de 28 de agosto a 1º de outubro. O primeiro turno é em 4 de outubro e o segundo, onde houver, em 25 de outubro.

Traduzindo para a rotina de quem produz conteúdo: são cinco semanas em que o país inteiro conversa sobre a mesma coisa. Seu cliente também. O feed dele, o grupo de família dele, o rádio do carro dele.

Isso é um fato do ambiente, não uma opinião. A pergunta útil não é “a eleição atrapalha?”, e sim “o que fazer com um ambiente assim?”.

O que a eleição faz com a sua audiência (e o que ela não faz)

Período eleitoral disputa atenção em duas frentes ao mesmo tempo.

Na frente orgânica, o assunto político ocupa espaço no feed e a conversa fica mais barulhenta. Conteúdo raso some mais rápido do que o normal, porque compete com uma pauta que mobiliza emoção.

Na frente paga, o leilão de anúncios fica mais concorrido. A legislação permite que candidatos e partidos registrados impulsionem conteúdo eleitoral na internet, e esse dinheiro entra no mesmo leilão que o seu. Quem anuncia sem acompanhar de perto pode ver o custo por resultado subir sem entender por quê.

O que a eleição não faz: ela não muda a vida do seu cliente. Não desfaz demissão, não suspende inventário, não cancela execução fiscal, não devolve dinheiro cobrado indevidamente. O calendário eleitoral organiza a política. Ele não organiza o problema jurídico de ninguém.

O erro caro: tratar marketing como torneira

A intuição de “pausar agora e retomar em novembro” trata marketing como torneira: fecha, abre, volta a jorrar igual. Não funciona assim, por três motivos práticos.

Audiência esfria. Perfil que publicava toda semana e some por cinco semanas volta a ser tratado como perfil novo pelo próprio algoritmo e pelas pessoas. A recuperação leva mais tempo do que a pausa.

Campanha reaprende do zero. Conta de anúncios parada perde histórico de aprendizado. Quando volta, os primeiros dias custam mais caro justamente para reaprender o que já sabia.

Pipeline tem atraso embutido. Contato que chega hoje raramente vira contrato hoje. Em boa parte das áreas, o intervalo entre o primeiro contato e a assinatura é de semanas. Escritório que para de gerar contato em setembro sente falta de contrato em novembro e dezembro, quando já não dá para consertar rápido.

Marketing jurídico não tem botão de pausa. Tem custo de recomeço.

A demanda jurídica não vota

Vale insistir neste ponto, porque ele desarma a maior parte da ansiedade do período.

Rescisão trabalhista, divórcio e guarda, inventário, execução fiscal, cobrança indevida, benefício previdenciário negado: nada disso entrou em recesso eleitoral. Quem foi demitido ontem procura advogado hoje, ganhe quem ganhar. Quem recebeu uma cobrança abusiva não vai esperar 25 de outubro para reagir.

E o critério de escolha do cliente também não muda. Ele escolhe pelo escritório que encontra quando procura e pelo escritório em quem confia quando compara. Autoridade construída, presença consistente e resposta rápida continuam sendo o que decide. Nenhum desses três depende de resultado de urna.

Quatro frentes que dependem só do escritório

Se o ambiente externo está barulhento, o trabalho útil é olhar para dentro. Estas são as quatro frentes que a 5LAW trabalha com escritório em qualquer cenário, e que valem ainda mais nas próximas cinco semanas.

1. Posicionamento

Quem o escritório atende, qual problema resolve melhor que os outros e por que é ele, e não o colega da sala ao lado. Posicionamento não é slogan: é escolha, e escolha implica dizer não para parte do mercado.

Um sinal claro de posicionamento frouxo: quando o escritório se descreve com uma lista de sete áreas e nenhuma frase que um cliente repetiria para um amigo.

2. Conteúdo

Autoridade não se compra em outubro. Ela se acumula, semana a semana, com material que responde a dúvida real de cliente real.

Na carteira da 5LAW, medimos 211 publicações de 14 escritórios em junho e julho de 2026 (fonte: Instagram Insights). O Reels teve o maior alcance médio por publicação, 923, com 8,26% de taxa de interação. O carrossel alcançou menos, 423 em média, mas registrou a maior taxa de interação, 10,05%. A imagem única ficou em 356 de alcance e 9,03% de interação.

A leitura prática: alcance mede quanta gente viu, interação mede quanta gente parou. Em período de ruído, parar as pessoas vale mais do que aparecer para muita gente distraída. É hora de conteúdo que ensina, não de conteúdo que só decora o feed.

3. Tráfego

Verba pequena e constante costuma entregar mais do que verba grande e tardia, porque dá tempo de aprender antes de escalar.

De 1º a 15 de agosto de 2026, os escritórios que a 5LAW atende com tráfego pago iniciaram 451 conversas no WhatsApp, a um custo médio de R$ 10,81 por conversa, com 8 escritórios anunciando no período (fonte: Meta Marketing API, recorte da carteira 5LAW). São contatos reais chegando, no meio do mesmo cenário eleitoral que assusta quem está de fora.

O cuidado do período é acompanhar mais de perto. Leilão mais concorrido pede revisão semanal de custo por conversa, não trimestral.

4. Atendimento

É o elo que decide o resultado e o único que não depende de plataforma nenhuma. Contato que chega e não é respondido em tempo razoável vira cliente do escritório ao lado.

Antes de aumentar verba, vale responder com honestidade: quem responde o WhatsApp do escritório? Em quanto tempo? Existe alguém responsável por retomar quem não respondeu? Se a resposta a qualquer uma dessas perguntas for “depende”, o gargalo não está no marketing.

Se o sócio está envolvido em campanha

Parte dos escritórios tem sócio candidato, assessorando candidatura ou atuando em direito eleitoral. Nesse caso, uma recomendação prática: separe as superfícies.

O perfil pessoal do advogado é dele e pode ter a posição política que ele quiser. O perfil do escritório fala de trabalho jurídico, não de disputa eleitoral. Misturar os dois desagrada parte da base de clientes por razões que nada têm a ver com a qualidade técnica do escritório, e é difícil desfazer depois.

Vale lembrar também que a publicidade da advocacia segue o Provimento nº 205/2021 da OAB: o conteúdo do escritório é informativo e educativo, sem captação de clientela, sem promessa de resultado e sem mercantilização. Isso não muda em ano eleitoral.

O plano das próximas cinco semanas

Um roteiro simples, para quem quer sair de setembro melhor do que entrou.

Semana 1. Revisar o posicionamento em uma frase: para quem, qual problema, qual prova. Ajustar bio e destaques a partir dessa frase.

Semana 2. Definir as três dúvidas de cliente que o escritório mais ouve no balcão e transformar cada uma em conteúdo. Dúvida repetida é pauta pronta.

Semana 3. Auditar o atendimento: tempo de primeira resposta, quem responde, o que acontece com quem some. Corrigir o que estiver solto antes de investir mais em anúncio.

Semana 4. Revisar as campanhas com o custo por conversa na mão, não pela sensação. Cortar o que não converte, manter o que traz contato qualificado.

Semana 5. Preparar a virada: o que o escritório quer estar oferecendo em novembro, quando a atenção do país voltar a se distribuir. Quem chega em outubro com audiência aquecida começa novembro na frente.

O ponto

Em ano eleitoral, a atenção do país tem dono por algumas semanas. O escritório não precisa ter.

Enquanto o país decide quem vai governar, o cliente continua decidindo quem vai resolver o problema dele. Essa segunda decisão acontece o ano inteiro, e é a única sobre a qual o escritório tem influência direta.

A 5LAW é a equipe de marketing especializada em escritório de advocacia. Se você quer usar estas cinco semanas para organizar posicionamento, conteúdo, tráfego e atendimento, é sobre isso que a gente conversa.

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Marketing jurídico com método: posicionamento, conteúdo e tráfego para escritórios de advocacia.

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